Os meninos não costumam dar trabalho quando saímos. Mas dessa vez, eles escolheram o dia para ficarem agitados. Mesmo assim, o embarque aconteceu sem grandes atropelos, principalmente pela ajuda dos funcionários da TAP. Dentro do avião, o tumulto foi um pouco maior. Sacolas, casacos, meninos, senta, levanta, guarda mochila no maleiro, tira mochila do maleiro, tira cobertor... nada que a gente já não tivesse (quase) acostumado.
A novidade foi o bercinho. O Gabriel já havia feito duas viagens para a Europa, mas nunca havíamos solicitado esse tipo de serviço. O berço é para ser muito bom, mas tem seis inconvenientes. Primeiro que o tamanho reduzido não ajuda os bebês maiores. O limite de 11kg não comporta qualquer bebe. O Henrique, com um ano e dois meses ficou apertado. Tanto que só conseguimos deixá-lo dormindo no assessório nas últimas duas horas de viagem,quão o sono era profundo o suficiente para não se mexer muito. Outro problema é a turbulência. Se o aviso de atar cintos estiver ligado, o bebê precisa voltar para o colo. No nosso caso, a primeira metade do voo foi assim. Mesmo com tudo isso, vale a pena solicitar, principalmente para bebês menores. Quando esteve no bercinho, o Henrique ficou muito mais confortável que o Gabriel.
No mais, o voo não foi diferente dos outros dois que fizemos só com o Gabriel. Dorme-se pouco e mal. Na hora de alimentar-se é necessário um certo malabarismo, mas vale a pena. Com o passar do tempo a gente vai ficando mais esperto: menor número de bolsas de mão, menos apetrechos eletrônicos, menor expectativa de sono. E não dá para negar, à medida que as crianças crescem, dão um pouco menos de trabalho (ao menos no voo).
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