domingo, 6 de fevereiro de 2011

Lagos Andinos

Vulcão Pontiagudo (Chile)

7/5/2007. Recém casados, começávamos nossa primeira viagem internacional. A expectativa de sair a primeira vez do país, de estar estar em um lugar onde ninguém fala sua língua, de conviver com uma cultura diferente. Hoje percebemos que a língua não é a maior das barreiras quando se tem boa vontade e bom humor. Mas, naquela época, até o espanhol, língua tão próxima do português, assustava.

A escolha por aquele lugar foi motivada principalmente por conta do clima ameno. Nada melhor que um friozinho para uma lua-de-mel. Quando um casal de amigos falou das maravilhas da Patagônia argentina e chilena, essa passou a ser nossa primeira opção. Uma viagem de 13 noites (sem contar os pernoites em São Paulo na ida e na volta), passando por dois países, com a possibilidade de, quem sabe, conhecermos a neve (tão estranha a nós brasileiros). Como era nossa primeira viagem ao exterior, optamos por um pacote com direito a transfer e city tour em todas as paradas. Uma opção que deixaríamos de usar em pouco tempo.

A previsão do tempo ao longo de toda a viagem era de temperaturas entre 7 e 18ºC. Mas em alguns passeios era possível pegar temperaturas abaixo de zero. Por isso tivemos que comprar roupas que jamais usaríamos no Planalto Central... Uma boa desculpa para fazermos mais viagens para lugares frios no futuro. Sobretudo, casaco, segunda pele, luvas, gorro, cachecol, o que parecia uma bobagem mostrou-se menos que o suficiente em algumas situações...

Numa época em que Brasília não tinha nenhum voo internacional, São Paulo era passagem obrigatória. E, em época de caos aéreo (2006 e 2007 foram "inesquecíveis" para quem viaja a serviço ou a passeio), dormir em um hotel de Guarulhos era um gasto necessário.

No 767 da Lan Chile, parecíamos crianças...



A primeira expectativa era a de sobrevoar a Cordilheira dos Andes. No fim do outono, não havia muita neve nas montanhas, apenas nos topos.


Desembarcamos em Santiago (Chile) próximo ao meio-dia. Era a primeira de uma série de cidades que passaríamos nos dias seguintes. Em resumo, foram três noites em Santiago, período no qual fizemos uma visita de ônibus a Valparaizo e Viña del Mar No quarto dia, embarcamos para Puerto Montt, de onde seguimos para Puerto Varas (onde pernoitamos), com uma rápida passagem por Frutillar. No dia seguinte, começa a travessia de dois dias pelos lagos andinos, com pernoite em Peulla. No fim do segundo dia de travessia, desembarcamos em Bariloche (Argentina), onde passamos mais três noites. Por fim, embarcamos para nossos últimos quatro dias de viagem em Buenos Aires. Dessa quantidade de paradas tiramos nossa primeira lição: quanto mais cidades, menos aproveitamos, pois os procedimentos de check in e check out tomam um tempo precioso. Principalmente quando se viaja em grupo de excursão.

Nos próximos posts, vamos detalhar cada uma dessas cidades.

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