Vulcão Pontiagudo
Acordamos na expectativa de ver o vulcão Osorno pela nossa janela, já que na véspera a neblina encobria o outro lado do lago Llanquihue. Abri a cortina do quarto e, dessa vez, o cenário era outro: a neblina encobria inclusive o lago. Que decepção! Nem a rua, que estava a uns 20 metros de nossa janela, conseguiamos ver com clareza. Daquela forma, o passeio seria uma decepção. A febre da Mariana já havia diminuído, mas ainda persistia um pouco de tosse. Nada que atrapalhasse o passeio. Tomamos o café, fizemos o check out e embarcamos na van que nos levaria ao ponto inicial do passeio.
Ainda chateado com o a perspectiva, comentei com o motorista da van: "Será que com essa neblina toda a gente consegue ver alguma coisa do Osorno quando passar por perto?" Para minha surpresa ele respondeu que, por rádio, outros guias haviam informado que o dia estava espetacular do outro lado do lago, algo raríssimo naquela época do ano. De fato, quando entramos no ônibus que faria a primeira parte do trajeto, um segundo guia informou que o clima na região costuma ser ruim e que há apenas uns 50 dias de sol por ano, concentrados no verão. Nós estávamos com muita, muita sorte.
À medida que o ônibus avançava, o tempo ia melhorando e o sol ia dando o ar da graça. Pela janela, já era possível ver o topo nevado do Osorno à esquerda e do vulcão Cabulco à direita. O frio também estava aumentando. Enquanto em Santiago a temperatura girou entre 10 e 20ºC, naquela região a temperatura alcançava uns 7ºC. E, como nosso trajeto era entre um lago e a Cordilheira doa Andes, a sensação térmica era ainda mais baixa.
Primeira parada: saltos do rio Petrohué, uma das paisagens mais belas que já vi. Imagine um conjunto de corredeiras de água transparente com um tom verde esmeralda, pequenos saltos e um vulcão em formato de cone perfeito com o topo nevado ao fundo... É de ficar horas admirando. Nem nos incomodamos com o frio. O sol que iluminava forte o vulcão não nos aquecia, pois para nós ainda estava escondido na cordilheira.
Embarcamos no ônibus novamente. Quinze minutos depois embarcaríamos no primeiro catamarã. A embarcação navegaria pelo lago Todos Los Santos até meio dia, sempre com o Osorno fazendo parte da paisagem, sob diferentes ângulos. Outros vulcões também apareciam ao longo do percurso: Pontiagudo, Cabulco, Tronador. Mas nenhum tem a beleza e imponência do Osorno. As paisagens também se sucediam. Montanhas com e sem neve, cobertas de pedra e de verde, pequenas casas e áreas intocadas. O céu aberto e o frio colaboraram para que a viagem tivesse um toque especial. O catamarã era muito confortável e vários casais brasileiros, também em lua-de-mel, nos acompanhavam no passeio.
No fim da manhã, o catamarã aportou próximo a Peulla. Entramos em um ônibus novamente para um percurso de menos de dez minutos até o Hotel Peulla. Pronto, você já conheceu Peulla. E não foi nos dez minutos. Foi no exato momento em que você desceu do ônibus. Nos posts anteriores chamei de povoado, por educação, mas Peulla me pareceu ser apenas o hotel. Dois, na verdade, um ao lado do outro. Mais nada. O que nós ficamos era todo em madeira, a ponto de ficar estalando a medida que caminhávamos. Apesar de antigo e rústico era um bom hotel. E as refeições estavam incluídas. Afinal, não havia nenhum outro lugar para comer.
Durante a viagem os guias nos sugeriram vários passeios e atividades. O Ivan fez arvorismo em enormes alerces aos pés da Cordilheira dos Andes, com direito a um pequeno rapel no fim do passeio. Na verdade, não se trata de arvorismo propriamente dito, mas de uma sequência de tirolezas. Após o almoço, fomos fazer um percurso que eles chamaram de safári. Um passeio em um "vagão" puxado por um trator onde animais "exóticos" poder ser vistos como porcos, galinhas, vacas... Valeu ao menos por um contato mais imediato com alguma llamas e cervos. Depois dos animais um passeio em uma pequena embarcação num local chamado Laguna do Silêncio. Alí, o frio era intenso, pois o sol já estava se pondo e havia um vento gelado e constante que descia a Cordilheira. O chocolate quente foi mais que bem-vindo.
No passeio também foi possível avistar algumas casas no meio do nada. Elas pertencem a pessoas que vivem praticamente isoladas ou que trabalham nos dois hotéis. Essas construções também ajudam a compor um belo cenário. A notícia triste é que os lagos da região estão desaparecendo (ao longo de séculos). Um dia todos serão uma imensa planície, como hoje é Santiago (que já foi uma lago em um passado distante).
À noite, o frio e o vento se intensificaram. O assovio do vento era altíssimo. Parecia que iria arrancar o hotel do chão. No dia seguinte, iríamos cruzar a cordilheira e a fronteira com a Argentina. No próximo post, continua a travessia.
Ainda chateado com o a perspectiva, comentei com o motorista da van: "Será que com essa neblina toda a gente consegue ver alguma coisa do Osorno quando passar por perto?" Para minha surpresa ele respondeu que, por rádio, outros guias haviam informado que o dia estava espetacular do outro lado do lago, algo raríssimo naquela época do ano. De fato, quando entramos no ônibus que faria a primeira parte do trajeto, um segundo guia informou que o clima na região costuma ser ruim e que há apenas uns 50 dias de sol por ano, concentrados no verão. Nós estávamos com muita, muita sorte.
À medida que o ônibus avançava, o tempo ia melhorando e o sol ia dando o ar da graça. Pela janela, já era possível ver o topo nevado do Osorno à esquerda e do vulcão Cabulco à direita. O frio também estava aumentando. Enquanto em Santiago a temperatura girou entre 10 e 20ºC, naquela região a temperatura alcançava uns 7ºC. E, como nosso trajeto era entre um lago e a Cordilheira doa Andes, a sensação térmica era ainda mais baixa.
Primeira parada: saltos do rio Petrohué, uma das paisagens mais belas que já vi. Imagine um conjunto de corredeiras de água transparente com um tom verde esmeralda, pequenos saltos e um vulcão em formato de cone perfeito com o topo nevado ao fundo... É de ficar horas admirando. Nem nos incomodamos com o frio. O sol que iluminava forte o vulcão não nos aquecia, pois para nós ainda estava escondido na cordilheira.
Saltos do rio Petrohué (quase não é possível ver) com o Osorno ao fundo
Embarcamos no ônibus novamente. Quinze minutos depois embarcaríamos no primeiro catamarã. A embarcação navegaria pelo lago Todos Los Santos até meio dia, sempre com o Osorno fazendo parte da paisagem, sob diferentes ângulos. Outros vulcões também apareciam ao longo do percurso: Pontiagudo, Cabulco, Tronador. Mas nenhum tem a beleza e imponência do Osorno. As paisagens também se sucediam. Montanhas com e sem neve, cobertas de pedra e de verde, pequenas casas e áreas intocadas. O céu aberto e o frio colaboraram para que a viagem tivesse um toque especial. O catamarã era muito confortável e vários casais brasileiros, também em lua-de-mel, nos acompanhavam no passeio.
No fim da manhã, o catamarã aportou próximo a Peulla. Entramos em um ônibus novamente para um percurso de menos de dez minutos até o Hotel Peulla. Pronto, você já conheceu Peulla. E não foi nos dez minutos. Foi no exato momento em que você desceu do ônibus. Nos posts anteriores chamei de povoado, por educação, mas Peulla me pareceu ser apenas o hotel. Dois, na verdade, um ao lado do outro. Mais nada. O que nós ficamos era todo em madeira, a ponto de ficar estalando a medida que caminhávamos. Apesar de antigo e rústico era um bom hotel. E as refeições estavam incluídas. Afinal, não havia nenhum outro lugar para comer.
Hotel Peulla e arredores
Arvorismo
Laguna do Silêncio
Exemplo da planície deixada pela sedimentação que ocorre nos lagos.
O lago Todos Los Santos (ao fundo) está diminuindo lentamente.
À noite, o frio e o vento se intensificaram. O assovio do vento era altíssimo. Parecia que iria arrancar o hotel do chão. No dia seguinte, iríamos cruzar a cordilheira e a fronteira com a Argentina. No próximo post, continua a travessia.
















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