La Moneda, sede do Executivo chileno
A primeira vez no exterior a gente nunca esquece. Cada detalhe dos primeiros momentos ficam gravados de forma muito viva em nossa memória. A comissária de olho no chocolate brasileiro (bombons que trazíamos da festa de casamento), a longa caminhada (quase dez minutos) do portão de desembarque até as cabines da imigração, a felicidade do oficial em ver no novo modelo de passaporte brasileiro, a expectativa da passagem da mala pelo raio X, as piadas de argentino que o guia chileno contou do aeroporto até o hotel...
As primeiras lições também são inesquecíveis. Por exemplo, se você não sabe falar espanhol, não tente falar "portunhol". É melhor falar português bem devagar do que passar vergonha (como inventar a palavra "pierto" ao invés de cerca, né?). É claro que é sempre bom falar um "bom dia", "obrigado" e "por favor", na língua dos seus anfitriões.
Como estávamos em lua-de-mel havíamos reservado hotéis cinco estrelas sempre que possível. Em situações normais, um quatro estrelas nos atenderia com sobra. Outro motivo para reservamos hotéis dessa categoria, principalmente em Buenos Aires, era uma informação que recebemos do casal que fez a travessia dos lagos antes: um três e quatro estrelas na Argentina nem sempre é o que se espera de um hotel dessa categoria. Então, para que arriscar a lua-de-mel?
Ficamo no Marriott (Av. Presidente Kennedy, 5741), no bairro de Las Condes. Bem ao lado de um shopping center que foi nossa salvação na chegada, afinal de contas, ali havia restaurantes que serviriam comidas conhecidas (deixamos as aventuras gastronômicas para os dias seguintes).
Vista do quarto do hotel
O bairro de Las Condes é uma área nobre de Santiago. A vantagem é ser uma região segura. A desvantagem é a distância das atrações turísticas e da estação de metrô mais próxima (ao menos 30 minutos de caminhada). O Shopping Alto las Condes é uma mão na roda para os turistas hospedados na região: bons restaurantes, casas de câmbio, além de ter uma agradável praça ao céu aberto. para a nossa lua-de-mel foi excelente, mas numa próxima oportunidade ficaríamos mais próximos do bairro Bellavista, onde ficam os principais pontos da noite de Santiago.
No restante da primeira tarde (terminamos de almoçar depois da 16h) apenas nos ambientamos com o bairro. Fizemos uma caminhada, conhecemos os ambientes do belo hotel e pegamos algumas informações sobre a cidade. O dia seguinte começou com o tradicional city tour.
Está aí uma coisa que não nos agrada muito. Mas só começamos a descobrir isso nessa época, afinal, no Brasil, sempre gostamos de descobrir as cidades sozinhos. Mas no exterior, achamos melhor não arriscar. A única vantagem é descobrir (sem sair da van) alguns pontos que não precisaríamos voltar. Passamos por vários pontos da capital chilena, mas só pudemos descer em quatro: o Palácio de La Moneda, o Cerro Sán Cristóbal, a Catedral, e uma loja de semi-joias (onde obviamente o guia recebia uma comissão pelas vendas).
La Moneda
Do palácio, só vimos a área externa. No Cerro Sán Cristóbal pudemos ter uma boa vista da cidade e de sua poluição (mais poluição que cidade para falar a verdade). A mesma Cordilheira dos Andes que a torna belíssima, também impede a poluição de escapar, formando uma nuvem sobre a cidade.
Vista de Santiago e sua poluição a partir do mirante do Cerro Sán Cristóbal
A Catedral é bonita e utiliza muita prata e ouro branco nos seus enfeites. Próximo à Catedral existem casas de câmbio com cotação melhor que no Shopping Alto Las Condes Na loja de semi jóias, fomos apresentados ao lápis-lazúli, uma bela pedra azul que você encontra sendo vendida e esculpida em vários pontos de Santiago. Segundo o pessoal de lá, só o Chile produz a pedra (o que não é verdade). Eu acho que eles realmente acreditam nisso, pois ouvimos essa história em diferentes lojas.
Interior da Catedral de Santiago
Na volta, pedimos ao guia para nos soltar no bairro de Bellavista. Passamos a tarde por aquela região e no centro. Almoçamos no restaurante "Como Agua para Chocolate" (Constituicion, 88, Bellavista), que é inspirado no filme de mesmo nome. Depois, fizemos uma visita à casa onde Pablo Neruda viveu em Santiago, chamada La Chascona (Fernando Márquez de La Plata, 192, Bellavista), hoje um museu sobre o poeta. De lá, fomos ao Pátio Bellavista (Constituicion, 50, Providencia), um espaço muito agradável com lojas, restaurantes, cafés e uma sorveteria inesquecível: Il Maestrale (loja 34).
A cama, digo, a mesa do restaurante "Como Agua para Chocolate"
Entrada da antiga casa de Pablo Neruda, La Chascona
Depois de uma rápida caminhada no centro, tomamos o metrô até estação próxima à Escola Militar. Daí foi mais meia hora de caminhada até o hotel. No dia seguinte, faríamos um passeio a Valparaizo e Viña del Mar (assunto do próximo post) e no outro embarcaríamos cedo para Puerto Montt.
Dicas para Santiago (Chile):
Hospedagem: Próximo ao bairro Bellavista
Lugares que fomos e recomendamos: Cerro Sán Cristóbal (vista), Casa de Neruda (museu), Como Água para Chocolate (restaurante), Patio Bellavista (lojas, restaurantes e cafés) e Il Maestrale (sorveteria).
Pretendemos voltar? Sim
Dicas para Santiago (Chile):
Hospedagem: Próximo ao bairro Bellavista
Lugares que fomos e recomendamos: Cerro Sán Cristóbal (vista), Casa de Neruda (museu), Como Água para Chocolate (restaurante), Patio Bellavista (lojas, restaurantes e cafés) e Il Maestrale (sorveteria).
Pretendemos voltar? Sim







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