terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Viña del Mar e Valparaizo (Chile) - Lagos Andinos - parte 2

Casa em Valparaizo

Passeio incluído no pacote. Mas ficamos na dúvida se iríamos, pois a Mariana não estava se sentindo muito bem. A poluição de Santiago já havia feito sua vítima em menos de 48 horas. Ela já começava a sentir uma febre baixa, mas persistente. Mas os ares do litoral, sem poluição, poderiam fazer bem, então entramos no ônibus.

Valparaizo e Viña del Mar são vizinhas, praticamente coladas. Valparaizo tem uma importância comercial histórica. Até a abertura do Canal do Panamá, era passagem obrigatória para os navios que desejavam transitar entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Com isso a cidade ficou rica e mundialmente conhecida. Hoje parece um tanto decadente, mas ainda é um porto importante e sede do poder legislativo do Chile. Já Viña del Mar é mais moderna, típica cidade de veraneio. Consequentemente mais cara. Ao menos nos pareceu assim.

A estrada que liga Santiago às duas cidades passa por alguns túneis e vários vinhedos. Mas um dos fatos mais curiosos dessa estrada é melhor observado na volta: você entra em um túnel com ar limpo e sai vendo o ar cinza de Santiago. É muito estranho! Ainda no caminho, fizemos uma parada para abastecimento e tivemos a primeira oportunidade de ficar frente a frente com uma llama e uma alpaca.

A febre causou o contraste nas roupas

O ônibus chegou por Valparaizo, onde pudemos observar construções curiosas que mais pareciam castelos, de influência árabe e muitas casas com influência germânica. Mas antes de parar em Valparaizo seguimos em direção a Viña del Mar. Fomos visitar um parque chamado Quinta Vergara. Lá encontra-se um grande anfiteatro para 14 mil pessoas onde é realizado anualmente o Festival Internacional da Canção de Viña del Mar. No parque também chama a atenção uma construção de fortes traços árabes chamado Palácio Vergara, onde funciona o Museu Municipal de Belas Artes.

Anfiteatro do Parque Quinta Vergara

Palácio Vergara (Museu Municipal de Belas Artes)

Antes de seguirmos para Valparaizo, uma parada para almoço. O guia disse que estaríamos lívres para escolher o restaurante, mas o motorista não topou (provavelmente iria perder a comissão). Acabou que almoçamos em um restaurante ruim e caro (o pior de toda a viagem). Certamente Valparaizo tem restaurantes bem melhores, mas não tivemos a oportunidade de conhecê-los. Mas o horário do almoço ainda nos reservou algumas surpresas. No meio de umas pedras em frente ao restaurante, pudemos observar um pinguim solitário e um grupo de elefantes marinhos.

Pinguim solitário e fora de época

Leões marinhos tomando "sol"

A coragem do Ivan ao molhar o dedo no Pacífico

Seguimos para Valparaizo. Lá, novamente, o que chama a atenção é o formato das construções. Tinha de tudo um pouco. Para falar a verdade a única coisa que me chamou a atenção nas duas cidade foi isso: o formato dos edifícios.



 Cassino



Valparaizo, em especial, tinha construções bizarras, como as casas praticamente penduradas que ilustram o início deste post. Também havia prédios mais conservadores, como alguns edifícios oficiais. Mas o que chamava a atenção eram obras menos convencionais. Como o da foto abaixo, em que se aproveitou a fachada de um prédio antigo de onde "brota" um edifício mais contemporâneo todo em vidro. 


Na mesma praça um exemplo de como a educação de um povo permite um trânsito tranquilo, sem a necessidade de regras ostensivas. As discretas faixas amarelas pintadas no chão da praça são as únicas delimitações de onde é pista para carros e onde é a área destinada a pedestres. E nos cerca de vinte minutos que ficamos alí, nenhum "esperto" cortou caminho pelo meio da praça.


Foi essa educação que mais me encantou no Chile. Mesmo em Santiago, onde o trânsito é muito carregado, os motoristas não precisam nem mesmo de uma faixa de pedestre para dar preferência aos pedestres em esquinas e cruzamentos. O Chile ficou para mim como uma demonstração de que um país que passou pelos mesmos problemas que nós pode dar certo.

Fora isso, acho que teríamos aproveitado melhor o dia se tivéssemos ficado em Santiago (principalmente se a Mariana não estivesse doente). O passeio só foi interessante para conhecer duas cidades litorâneas, mas que não tinham muito apelo, pelo menos na época em que fomos (fim do outono). Quem sabe no verão Viña del Mar seja mais interessante.

Dicas para Valparaizo e Viña del Mar (Chile):
Hospedagem: Não pernoitamos, mas Viña del Mar nos pareceu mais agradável, apesar de mais cara.
Lugares que fomos e recomendamos: Quinta Vergara (parque em Viña del Mar)
Pretendemos voltar? Só se for para embarcar em um cruzeiro com destino à patagônia chilena.

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